O presidente do Vila Meã denunciou que a comitiva do clube, que se deslocou à Madeira no passado fim de semana, foi alvo de agressões no final do jogo com o Câmara de Lobos, da última jornada da fase de manutenção do Campeonato de Portugal (CdP).
David Pinheiro revela que após a partida do passado domingo, que terminou com um empate a dois golos e que ditou a permanência da formação amarantina no Campeonato de Portugal e a descida dos insulares aos distritais, os jogadores e equipa técnica do Vila Meã foram agredidos por jogadores e elementos ligados à estrutura do Câmara de Lobos.
O dirigente do emblema rubronegro adianta que o sucedido foi a concretização de uma ameaça feita no jogo da primeira volta disputado em Vila Meã.

“O que se passou começou cá, quando um jogador [n.d.r. Sanchéz] do Câmara de Lobos teve uma atitude provocatória para os nossos adeptos. Chocou com o nosso treinador, foi expulso e disse-lhe: quando fores lá, vamos fazer contas. Agora, fomos recebidos num ambiente intimidatório, mas achamos que seria uma ação de quem precisa de ganhar, mas no fim, quando o árbitro apitou, e quando estamos a festejar a manutenção, esse jogador, juntamente com outro individuo, saltou da bancada, atravessou o campo e foi direto ao nosso banco e agrediu o nosso treinador”, explicou.
“Depois disso, veio o adjunto, o roupeiro e um outro jogador do Câmara de Lobos que à falsa fé agrediu um atleta nosso que estava de costas. Foi assustador”, garantiu, lamentando ainda a inércia dos elementos da PSP que policiaram o jogo.

“O nosso treinador adjunto perguntou à PSP se não iam agir, e a resposta foi que só agiriam quando o árbitro mandasse. Não entendo como é que a PSP permitiu que dois indivíduos saíssem da bancada, atravessassem o campo e agredissem os jogadores. Já vimos outras situações em que as pessoas são detidas, aqui não aconteceu nada”.
O presidente do Vila Meã promete “agir judicialmente” contra os agressores. “Temos pessoas que foram ao hospital, que têm sequelas e ficaram traumatizadas. Isto tem que parar porque se é para ir para uma luta em vez de contratarmos jogadores começamos a contratar capangas”, concluiu.
Em declarações ao jornal ‘O Jogo’, Higino Teles, presidente do Câmara de Lobos, lamentou o sucedido, para o qual “não há justificação”, afirmando ainda que “isto já vem de lá”.

“Em Vila Meã fomos muito mal recebidos, pressionados e ameaçados. O Sánchez foi expulso depois de ter sido derrubado pelo treinador deles, que não foi castigado. O nosso jogador foi expulso e teve castigo de quatro jogos”.
[Fotos: DN Madeira]