PSD/Amarante diz que encerramento de bloco de partos em Penafiel é “inadmissível”

Para o PSD/Amarante, o encerramento do bloco de partos é “mais uma ‘machadada’ do governo do PS na prestação dos cuidados de saúde em Amarante, que vem acrescer ao encerramento, em 2006, da maternidade que funcionava, e bem, no ‘velho’ Hospital de São Gonçalo”

FOTO: Armindo Mendes (DIREITOS RESERVADOS)

O PSD/Amarante considera hoje, em comunicado, que o encerramento do bloco de partos do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), em Penafiel, a partir de quarta-feira, é “inadmissível” e resulta da “incompetência do governo socialista”.

 

“Tal encerramento, resultante da incompetência do governo socialista, constitui mais um passo para o caos a que este governo está a conduzir o Serviço Nacional de Saúde”, lê-se no comunicado enviado à Lusa, indicando que a situação “afeta enormemente as utentes de Amarante”.

Na quinta-feira, foi anunciado, oficialmente, que o Hospital de Penafiel vai “encerrar para o exterior”, a partir de 1 de novembro, “até novas indicações”, o bloco de partos e a admissão para o serviço de urgência de obstetrícia e ginecologia.

Naquele dia, fonte da administração indicou à Lusa que a decisão do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, sediado em Penafiel, decorre da “indisponibilidade de médicos que permitam completar as escalas de urgência”, acrescenta a fonte.

Avançou também que os utentes devem “procurar o atendimento, para aquelas situações, no Hospital de São João, no Porto”.

O CHTS compreende as unidades hospitalares de Penafiel, onde está localizado o bloco de partos, e Amarante, tendo como área de abrangência os 12 municípios daquele território, num universo populacional de mais de 520 mil pessoas.

Para o PSD/Amarante, o encerramento do bloco de partos é “mais uma ‘machadada’ do governo do PS na prestação dos cuidados de saúde em Amarante, que vem acrescer ao encerramento, em 2006, da maternidade que funcionava, e bem, no ‘velho’ Hospital de São Gonçalo”.

Os social-democratas de Amarante também criticam o “desaproveitamento quase total” do hospital da cidade, que integra o CHTS, “o qual tem vindo a ser continuamente esvaziado em pessoal e valências, correndo o risco de ficar praticamente reduzido às paredes do edifício”.

 

“Onde foram investidos cerca de trinta milhões de euros”, questiona a concelhia social-democrata, lembrando que “as paredes não tratam doentes”

 

Por outro lado, o PSD assinala que se impõe que “o Partido Socialista de Amarante seja capaz de se demarcar desta decisão de encerramento de serviços, de abandonar a solidariedade partidária e de assumir uma posição clara sobre este assunto”.

“Quando o que está em causa é a saúde das pessoas de Amarante, todos somos poucos na luta pela defesa dos interesses da população”, lê-se no comunicado.

 

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