PSD/Paredes diz que resgate de concessão de água e saneamento vai custar 50 ME

O PSD/Paredes anunciou hoje estar contra o resgate da concessão dos serviços de água e saneamento, anunciado pela gestão PS do município, por entender que vai penalizar o concelho em mais de 50 milhões de euros.

 

“Temos de salvaguardar os interesses de Paredes e sermos intransigentes no que está contratualizado. A ‘Be Water’ [empresa concessionária] só tinha de cumprir a parte dela. Se está em incumprimento com todos os paredenses, obviamente a câmara tem de reclamar aquilo a que a empresa está obrigada, nada mais do que isso”, resumiu o presidente da concelhia social-democrata, Ricardo Sousa.

Falando aos jornalistas, em conferência de imprensa na sede local do partido, o dirigente informou que os vereadores do PSD, na oposição, votaram contra o resgate proposto e entretanto aprovado pela gestão liderada pelo socialista Alexandre Almeida, insistindo que a decisão da maioria “vai prejudicar o concelho durante vários anos”.

 

 

Ricardo Sousa explicou que o seu partido defende que a câmara, em vez do resgate, devia ter optado pela rescisão do contrato de concessão, “por justa causa”, devido ao “incumprimento” da concessionária.

Segundo o dirigente do PSD, a empresa privada à qual foram concessionadas em 2001 as redes de água de saneamento no concelho, não realizou o investimento de 31 milhões de euros naquelas infraestruturas a que, nos termos do contrato, advogou, estaria obrigada até ao final do próximo ano.

Por isso, o município devia rescindir o contrato de concessão e exigir à concessionária que compensasse a câmara pelo incumprimento.

 

“A câmara, mal, prefere beneficiar o infrator em 22 milhões de euros”

Afirmou, por isso, não entender os 22.5 milhões de euros que a câmara anunciou estar disposta a pagar à ‘Be Water’ pelo resgate da concessão.

“A câmara, mal, prefere beneficiar o infrator em 22 milhões de euros”, criticou, considerando que o resgate é “uma fuga para a frente” da gestão socialista, “com objetivos eleitoralistas”.

Aos jornalistas, avançou que a rescisão de contrato preconizada hoje pelo PSD seria complementada pela municipalização das duas redes de infraestruturas.

 

Ricardo Sousa afirmou, por outro lado, que o resgate decidido pela maioria “surpreendeu toda a gente”, porque o presidente Alexandre Almeida, ao longo do mandato, tinha anunciado que “a negociação estava a correr bem” e, mais recentemente que até já haveria acordo com a empresa.

“É uma manobra de Alexandre Almeida para esconder a sua incompetência, ao não cumprir o prometido em campanha eleitoral, no que diz respeito à água e ao saneamento”, acentuou.

Queixa à IGJ por “fortes” indícios de violação das regras na ligação da zona industrial de Rebordosa à A41

Na conferência de imprensa, o PSD anunciou, por outro lado, que apresentou uma queixa à Inspeção-Geral de Finanças (IGF) por entender haver “fortes” indícios de violação das regras de contratação pública na empreitada da ligação da zona industrial de Rebordosa à A41, em Gandra, inaugurada recentemente. Segundo os social-democratas, o custo da obra duplicou face ao valor da adjudicação, com um incremento de quase 300 mil euros.

 

Aviso de cookies do WordPress by Real Cookie Banner