O início competitivo do Rally de Portugal acontece hoje (quinta-feira, 19 de maio) em Coimbra com a disputa da primeira Super Especial da prova, Esta é uma estreia no itinerário do rali, que assinala os 50 anos do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), e a estreia em pisos de terra dos novos carros Rally 1 híbridos.
Em termos competitivos esperam-se grandes lutas ao cronómetro tendo Michele Mouton partilhado ontem que “é muito difícil dizer quem irá ganhar o rali… não sei… não ponho dinheiro nas apostas para os vencedores…”.
No lote de candidatos principais estão pilotos como os incontornáveis e “históricos” Sebastien: Ogier (Toyota Yaris) e Loeb (Ford Puma), os novos talentos como Kalle Rovanpera (Toyota Yaris) e Thierry Neuville (Hyundai i20N), bem como o vencedor da edição do ano passado, Elfyn Evans (Toyota).
1.ª etapa: de Coimbra a Lousada
A primeira etapa do rali começa hoje em Coimbra e termina amanhã em Lousada, num itinerário que levará os concorrentes às classificativas da região Centro do país, de Arganil, Lousã, Góis e Mortágua.
Esta etapa é também pontuável para o Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), que é liderado atualmente por Armindo Araújo (Skoda Fabia), mas onde se espera luta renhida com pilotos como Bruno Magalhães e Ricardo Teodósio (Hyundai i20 N Rally2) e Miguel Correia (Skoda Fabia) que venceu recentemente o Rali Terras D’Aboboreira.

Neste segundo dia de prova a Super Especial de Lousada é um dos momentos altos da prova portuguesa do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), com os pilotos em pista em formato de duelo, e que António Augusto Silva, vereador do Desporto da Câmara Municipal de Lousada, classifica como “emblemática, num anfiteatro natural, que permite criar um espetáculo impressionante, e que proporciona aspectos cénicos fabulosos”, pelas características desta infraestrutura dedicada aos desportos motorizados.
2.ª etapa: nas Terras de Basto e Tâmega até à Foz do Douro
No terceiro dia do rali (sábado, 21 de maio) os pilotos percorrerão as classificativas espetaculares e desafiantes de Vieira do Minho, Cabeceiras de Basto e Amarante. Aliás, a classificativa de Amarante é a mais longa do rali com 37,24 km.
O percurso desta classificativa de Amarante utiliza grande parte do antigo traçado do Marão passando por sítios emblemáticos como o gancho do Fridão, a Ponte da Guiné e o gancho da Sapinha.

Devido à extensão da classificativa os pilotos terão que adoptar uma estratégia de resistência e de gestão do andamento que permita assegurar um ritmo competitivo e fiável, sendo que este é o primeiro rali de terra para os novos carros Rally 1 híbridos.
A 2.ª etapa da prova terminará com a disputa da Super Especial Porto-Foz.
3.ª etapa: consagração em Felgueiras e Fafe
O final competitivo do Rally de Portugal acontecerá no domingo (22 de maio) na tradicional Power Stage da Lameirinha em Fafe, mas antes da consagração os pilotos disputarão as rápidas classificativas de Santa Quitéria, Montim e Lameirinha.
Hélder Quintela