O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) disse hoje, em Amarante, que a região poderá beneficiar de “um reforço” no financiamento de iniciativas ao abrigo do Fundo de Recuperação da União Europeia e que o projeto de recuperação de São Gonçalo é um “exemplo” do que é preciso ser feito, no país, para captar novas verbas.
“Nada impede que possa haver, no âmbito desta bazuca financeira, acesso a verbas para reforçar iniciativas como esta, através de uma nova estratégia transparente, inteligente e criativa”, afirmou.
Fernando Freire de Sousa falava na apresentação do projeto de recuperação da igreja e claustro de São Gonçalo, que decorreu hoje.
No âmbito de um programa de recuperação dos efeitos económicos da covid-19, recentemente aprovado pela União Europeia, Portugal irá receber 15,3 mil milhões de euros a fundo perdido, com execução prevista entre 2021 e 2026.
Segundo o dirigente, o projeto da recuperação de São Gonçalo é um exemplo do tipo de iniciativas que poderão captar mais verbas, porque demonstra uma “grande capacidade de execução”.

“O que aconteceu aqui, o “casamento virtuoso entre instituições”, nomeadamente a autarquia, a igreja e outras entidades, é exatamente o que é preciso fazer, nos próximos anos, em Portugal”.
Orçado em 2,2 milhões de euros, o projeto de recuperação de São Gonçalo será comparticipado em 819 mil euros por fundos comunitários.
A restante verba é comparticipada pela Câmara de Amarante, a União de Freguesias de Amarante (S. Gonçalo), a Fundação Manuel António da Mota e a paróquia de São Gonçalo.