A editora Relógio d´Água lançou uma nova edição de “A Muralha”, de Agustina Bessa-Luís, no âmbito de um projeto que visa reeditar o corpo de trabalho da escritora natural de Amarante.
O romance foi primeiro publicado em 1957, três anos após o premiado “A Sibila”.
“É tentador descrever A Muralha, publicada em 1957, três anos após A Sibila, de maneira superlativa: como um dos maiores romances escritos em português, como um dos documentos mais profundos sobre a cultura europeia depois da II Guerra Mundial ou ainda como o grande romance da cidade do Porto, tal como Os Maias é o grande romance de Lisboa”, explica, em prefácio, o historiador Rui Ramos.
Em 2017, Agustina rompeu contrato com a sua editora de mais de seis décadas, a Guimarães Editores, citando não cumprimento das condições contratuais.
O contrato assinado com a Relógio D´Água visa a reedição de uma obra diversificada, composta por mais de 60 títulos.
Em agosto, a editora publicou “Primeiros Contos e Outros Contos”, uma antologia de textos inéditos recolhidos por Mónica Baldaque, filha da autora.
Agustina Bessa-Luís, natural de Vila Meã, Amarante, onde nasceu a 15 de outubro de 1922, é referenciada como um dos mais brilhantes romancistas portugueses do séc. XX.
Faleceu, em 2019, no Porto, aos 97 anos de idade, vítima de doença prolongada.