Sete artistas da Academia das Artes da associação Gatilho vão concorrer à XII edição da Bienal de Arte Jovem de Vila Verde, em Braga, revelou ao Expresso de Amarante o responsável pelo projeto cultural com sede em Amarante.
Sob a direção artística do pintor Luís Coquenão, a bienal tem como objetivos a “promoção e o desenvolvimento artístico dos jovens, assim como a divulgação e valorização do seu trabalho”.
O concurso e exposição estão abertos à participação de artistas nacionais e estrangeiros até aos 35 anos, residentes ou não, em Portugal.
Em declarações ao Expresso de Amarante, o formador Diogo Cardoso, responsável pela academia de artes da Gatilho, indicou que a maioria dos artistas amarantinos são jovens com menos de 18 anos e que todos os projetos apresentados a concurso serão exclusivamente de pintura.
Para além do próprio Diogo Cardoso, concorrem ao certame Inês Costa, vencedora do prémio vídeo arte do Concurso “Aveiro Jovem Criador 2022”, Gonçalo Alves, Joana Letícia, Maria de Monserrate, Maria João e Leokadia Hope, menção honrosa no Aveiro Jovem Criador de 2021.

O formador salientou que a seleção de jovens concorrentes com menos de 18 anos é, habitualmente, um processo complicado para os artistas mas sublinhou que a participação neste tipo de eventos é muito significativa, em particular em início de carreira.
“É importante entrarem neste tipo de circuito, nomeadamente para interagir com os diferentes públicos e entrar em contato com o trabalho de outros artistas. Mais do que prestígio ou reconhecimento, estes eventos são uma introdução a estes aspetos da carreira artística, com que terão que lidar, mais tarde ou mais cedo”, acrescentou.
Diogo Cardoso adianta, ainda, que a bienal de Vila Verde é um dos mais prestigiados eventos do género em Portugal, sublinhando que esta foi a terceira vez que concorreu, mas a única em que foi aceite.
“Trabalho da academia tem dado resultados”
Sobre a Academia das Artes, Diogo Cardoso sublinhou que o projeto se baseia “num processo de trabalho que tem dado resultados” e que permite a participação em exposições nacionais e internacionais.
“Existe uma certa autonomia por parte dos nossos artistas e, nesse aspeto, a Gatilho funciona uma garantia para dar continuidade ao trabalho do que acredito ser uma vanguarda artística”, acrescenta.

O responsável pelo projeto de formação adiantou que está a trabalhar a participação de artistas “da casa” em mais duas bienais, até ao final do ano e que tem uma exposição coletiva marcada para outubro, no Cais Cultural de Caíde, em Lousada.
“Por outro lado, em meados de novembro vamos tentar algo inovador, um conceito com teatro, performance e instalação, mas ainda a ser trabalhado que vai apresentar os artistas de uma forma diferente, abordando novas linguagens”, concluiu.
A exposição de obras a concurso à XII edição da Bienal de Arte Jovem de Vila Verde decorre entre 01 de outubro e 05 de novembro.