A escritora Soni Esteves foi declarada vencedora da 3ª edição do Prémio de Literatura Infantojuvenil Ilídio Sardoeira com uma nova obra que aborda a questão dos refugiados, informou hoje fonte da União de Freguesias de Amarante (S. Gonçalo), Madalena, Cepelos e Gatão.
A autora bracarense, que já tinha sido galardoada na edição de 2020 daquele prémio, venceu com o conto “A que sabe o mar”.
Em comunicado, Soni Esteves, nome literário de Maria da Conceição Esteves Silva, explica que a nova narrativa é “completamente diferente” do trabalho galardoado, em 2020.
“Descreve outros ambientes, outras vivências e aborda o problema dos refugiados, uma realidade bem distante das nossas crianças e jovens. No entanto, não vivemos numa bolha e os problemas do mundo são os nossos problemas, porque o mundo é a nossa casa”, acrescenta a professora do ensino secundário.
Tendo como género literário o conto, o Prémio de Literatura Infantojuvenil Ilídio Sardoeira contempla dois escalões, um para autores maiores de 18 anos, sendo o segundo dirigido a estudantes com idade entre os 15 e os 18 anos, que frequentem o ensino secundário em escolas do Município de Amarante.

Citado em comunicado, o presidente da União de Freguesias de Amarante, Joaquim Pinheiro, salientou que o júri considerou, “de forma unânime, que a qualidade deste concurso é evidente e que se afirma à medida que as edições vão avançando”.
“A qualidade dos textos submetidos a concurso tem aumentado notoriamente”, acrescenta.
O autarca de freguesia recordou que a iniciativa, conjuntamente com a Festa do Livro, se insere num compromisso da autarquia em “de tudo fazer para a promoção da leitura e da escrita, contribuindo, assim, para democratizar o acesso aos livros e estimular os hábitos de leitura e escrita,”
A obra vencedora terá uma edição de 2 mil exemplares que serão distribuídos, gratuitamente, a todos os alunos de escolas públicas e privadas do 4º, 6º e 9º anos de escolaridade, do concelho de Amarante.