Tamaranto regressou aos palcos depois de ano e meio de interrupção

O presidente da direção do grupo de teatro amador Tamaranto disse hoje ao Expresso de Amarante que “estava a fazer falta” ao grupo e à cidade o regresso aos palcos, depois de mais de ano e meio de interrupção da atividade, por causa da pandemia da covid-19.

 

O grupo, fundado em 2000 e o único do seu género em Amarante, encenou a peça “Não se paga, não se paga” em dois espetáculos realizados, no final da semana passada, nos claustros da Câmara.

“Fazia-nos mesmo falta, porque foi mais de um ano e meio sem pisar um palco. Mas mesmo o público, no final dos espetáculos, era da opinião que o teatro faz falta às pessoas, em particular para ajudar no processo de desconfinamento”, explicou Renato Pinheiro.

No ano passado, em entrevista ao Expresso de Amarante realizada no âmbito do 20º aniversário da troupe, o dirigente manifestava esperanças de voltar aos palcos, no final do verão.

 

 

Contudo, com o agravar da pandemia, naquela altura, as atividades previstas foram entretanto canceladas.

Renato Pinheiro adiantou que o grupo está atualmente a tentar organizar uma nova temporada de teatro, com início em setembro, estando já em preparativos para um evento de rua subordinado ao tema dos Diabos de Amarante, a realizar em agosto.

“Estamos em contato com entidades da região para marcar alguns espetáculos”, explicou, acrescentando que também pretende dinamizar uma série de oficinas relacionadas com o teatro, em Amarante, em parceria com a Filandorra -Teatro do Nordeste.

“Prescindimos dessas mesmas ações de formação que, no protocolo que estabelecemos, eram dirigidas ao nosso grupo. Isto porque queremos que seja o público, e em particular aos nossos jovens, a participar nestas atividades”, explica, acrescentando que pretende criar “novas dinâmicas” culturais em diversos locais da cidade.

 

 

Nos dias 03 e 04, o grupo Filandorra – Teatro do Nordeste leva à cena nos Claustros da Câmara de Amarante a peça “Histórias da Vermelhinha”, uma comédia adaptada ao palco dos contos “proibidos” da tradição oral da Terra do Barroso.

Os espetáculos têm início às 21h00 e é de entrada livre, mas limitada à lotação do espaço de acordo com as normas da DGS, de acordo com a organização.

 

Aviso de cookies do WordPress by Real Cookie Banner