O projeto-piloto da UNIDAS – Rede Intermunicipal de Apoio à Vítima do Douro, Tâmega e Sousa registou 1.585 casos de vítimas de violência doméstica desde que arrancou, em 2021, com estruturas de atendimento nos 11 municípios.
“De abril de 2021 a setembro de 2023 tivemos 1.585 casos de vítimas de violência doméstica atendidas e um total de 9.811 atendimentos, com apoio psicológico, social e jurídico”, avançou hoje à Lusa Madalena Oliveira, investigadora em vitimologia e consultora do projeto-piloto da Rede UNIDAS.
Em entrevista à Lusa, no âmbito do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, que se assinala no sábado, a especialista referiu que o impacto que o UNIDAS teve na população daquele território foi “transformador” para a problemática da violência, com os atendimentos a superar “largamente” a expectativa inicial da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Tâmega e Sousa, entidade que coordena o projeto.
A CIM do Tâmega e Sousa tinha proposto, numa fase inicial, chegar aos 2.000 atendimentos e aos cerca de 500 encaminhamentos para outras respostas da rede, mas esse objetivo foi “largamente” ultrapassado, contabilizando-se, até setembro, 9.811 atendimentos e mais de 500 encaminhamentos para outras estruturas ou outros serviços de apoio, referiu a especialista.
O projeto, que representou um investimento de cerca de 205 mil euros, sendo cofinanciado pelo Programa Operacional Inclusão Social e Emprego (POISE), através do Fundo Social Europeu, e pela CIM do Tâmega e Sousa, criou 11 gabinetes de apoio às vítimas de violência doméstica nos municípios de Felgueiras, Celorico de Basto, Paços de Ferreira, Lousada, Amarante, Penafiel, Marco de Canaveses, Baião, Castelo de Paiva, Cinfães e Resende.