“Teatro amador é trabalho sério, rigoroso e um amor à arte” – grupo de teatro Tamaranto

Joana Oliveira, Benvinda Moreira e Renato Pinheiro, atores do Tamaranto desde a sua fundação

O grupo de teatro Tamaranto, atualmente a assinalar o seu vigésimo aniversário, tem as portas abertas a todos que queiram participar. Apesar de ser amador, o trabalho ali realizado pauta-se pelo “rigor e pelo amor à arte”, como explicam alguns dos atores mais antigos.

 

“Se fizermos uma abordagem, a nível nacional, aos grupos de teatro amador existentes, são muitos poucos os que aguentaram 20 anos, de forma ininterrupta, como nós” explicou, ao Expresso de Amarante, Benvinda Moreira, uma das fundadoras do Tamaranto.

A professora de 65 anos, reformada, é uma de cinco atores originais que, ainda hoje, permanecem ao serviço do grupo de teatro amador de Amarante, fundado em 2000.

“Há quem pense que teatro amador significa falta de profissionalismo, mas não é verdade”, acrescentando que é, acima de tudo, “um amor à arte”.

 

 

“Quem entra aqui a pensar nas luzes do palco fica a saber que há um certo rigor e muito trabalho antes de lá chegar”, remata Joana Oliveira, outro dos elementos originais da troupe.

Formadora por profissão, explicou que o grupo tem sempre a porta aberta a novos participantes,

“Na realidade, não é fácil fazer teatro, não ganhamos nada com isto. Acaba-se por perder noites e fins de semana. E, no dia seguinte, lá estaremos a picar o ponto, às nove da manhã, no emprego regular”, acrescentou.

 

 

Renato Pinheiro, atual presidente da direção, está com o grupo desde o início e afirma que, depois de 20 anos de atividade, há “um certo peso no nome Tamaranto que abre portas”.

Explicou que vários membros se dedicam ao ensino e formação profissional no campo das artes e da cultura graças à sua ligação ao grupo.

“Há outros que aqui iniciaram as suas carreiras profissionais, no teatro, por exemplo”, sublinha, frisando que vários elementos do grupo já participaram em produções de cinema.

“É o nome do Tamaranto que nos permite fazer tudo isto, apesar das grandes dificuldades”, explicou. E acrescentou:

“Gostávamos que nos chamassem mais vezes, porque somos mais do que um grupo de teatro, fazemos animações, leitura animada de livros, nas escolas, por exemplo, animamos eventos culturais e por aí fora. Na realidade, somos um grupo multifacetado que faz imensas coisas”.

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