Uma equipa multidisciplinar visita, desde maio, todos os utentes do centro comunitário do Centro Local de Animação e Promoção Rural (CLAP) de Vila Chã do Marão, para “quebrar o isolamento” acentuado pelo encerramento temporário daquela resposta social, explicou ao Expresso de Amarante fonte da instituição.
A equipa é composta por uma fisioterapeuta, assistente social e animadora que, uma vez por semana, se deslocam à residência de cada um da cerca de meia centena de utentes do centro.
O Centro Comunitário “Faldas do Marão”, uma série de espaços denominados “Conviver+” instalados em Vila Chã do Marão, Olo, Canadelo, Fridão e Madalena, está encerrado desde março no âmbito da implementação de medidas preventivas para conter a pandemia de covid-19.
“Entre março e início de maio, mantivemos o contato por telefone, mas quando percebemos que esta questão iria durar mais tempo, começamos a pensar em alternativas”, explicou Maria Augusta Vieira, membro da direção da IPSS.
No âmbito do programa, as técnicas da instituição promovem uma série de atividades na residência do utente, nomeadamente ginástica e trabalhos manuais, “mas também passam algum tempo a conversar com as pessoas”.

Estas atividades estendem-se, adicionalmente, ao serviço de apoio domiciliário (SAD) do CLAP, que assiste 35 utentes espalhados por várias freguesias das faldas do Marão.
“Apesar de haver, num caso ou outro, alguma resistência inicial à ideia, os utentes acabaram por apreciar, e muito, este contato presencial”, acrescentou.
Maria Augusta Vieira acrescentou que o serviço de visitas pela equipa é para continuar, acrescentando que a direção da IPSS pondera a reabertura dos espaços “Conviver+”, em meados de setembro, “de forma progressiva”.
“Não será já de início, dado que terá que haver um plano de contingência específico para esta valência, mas esperamos que a meio do mês já se possa avançar com a reabertura, de forma faseada”, concluiu.