Vasco Viana despede-se domingo da baliza do Vila Meã (C/ÁUDIO)

Vasco Viana vai realizar o último jogo com a camisola do Vila Meã, no domingo, na deslocação da equipa rubro-negra a São Pedro da Cova, no jogo a contar para a 22.ª jornada da série 2 da Divisão de Elite da Associação de Futebol do Porto (AFP).

 

O guarda-redes, de 34 anos, que passou as últimas três épocas no clube amarantino, vai mudar-se para a Suíça, motivos profissionais e familiares.

“A minha esposa teve uma proposta de trabalho e o casal tem de estar junto. Por isso, tenho de fazer as malas e ir para a luta”, confidencia, em declarações ao canal do Youtube do Vila Meã.

Prosseguir a carreira em terras helvéticas é uma possibilidade: “Não tenho nada certo, mas estou a trabalhar nisso, em contacto com um empresário e amigos. Estou motivado para esta aventura”, assegura.

 

 

Vasco Viana leva centenas de jogos disputados ao serviço de vários clubes da região como Rebordosa, Lixa, Paredes e Penafiel.

No entanto, começou a dar nas vistas nas camadas jovens do Felgueiras. Ainda com idade júnior foi chamado à equipa principal azul grená e em apenas dois jogos assegurou contrato com o FC Porto.

“Eu, aos 17 anos, fiz parte do plantel sénior do Felgueiras. O Tó Luís, guarda-redes titular, lesionou-se num jogo. O Nuno Santos, que era o guarda-redes suplente, num treino partiu o pulso. Eu sou chamado para um jogo contra o Marco, onde fiz a minha estreia. Depois, no jogo seguinte, em Leça, sou contactado pelo empresário António Araújo, que me ofereceu um contrato de dois anos com o Porto”, recorda.

 

 

No Dragão, Vasco Viana integrou a equipa B azul e branca, mas nunca teve oportunidade de se estrear pela equipa principal, numa altura em que a baliza estava entregue a Vítor Baía e a Nuno Espírito Santo.

Contudo, chegou a ser “convocado por José Mourinho para um jogo da Taça de Portugal, frente ao Vilafranquense, que era treinado por Rui Vitória”.

 

 

Ainda assim, aponta Rui Quinta como o técnico que mais o marcou, aquando da sua passagem por Penafiel.

“Até foi dos treinadores com quem joguei menos. Tive pena de não o apanhar mais cedo na minha carreira, já tinha 24 ou 25 anos. Ensinou-me muito. É um treinador que controla todos os aspetos que o jogador precisa. É fantástico”, elogia.

 

 

O guardião, natural de Felgueiras, assinala ainda como pontos altos no percurso de futebolista “a subida de divisão ao serviço do Lixa e o apuramento para o ‘play-off’ de subida ao Campeonato de Portugal, pelo Rebordosa”.

Nas última três temporadas, Vasco Viana defendeu a baliza do Vila Meã, um clube “muito organizado e que, pela estrutura, merece estar noutros patamares”, afiança.

O conjunto rubro-negro ocupa um modesto 9.º lugar na série 2 da Divisão de Elite AFP, a 10 pontos de distância de um lugar de ‘play-off’ de promoção.

Apesar de estar de saída, Vasco Viana ainda acredita que o clube pode atingir o objetivo delineado no início da época.

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