VÍDEO/Entrevista: Raimundo Carvalho destaca importância social e cultural da Associação de Beneficência de Vila Meã

A Associação de Beneficência de Vila Meã, fundada em 1953, nasceu de uma obra social promovida pela família do cidadão Raimundo Magalhães, com o objetivo de colmatar necessidades e deficiências naquele território, em particular na habitação.

Em entrevista ao Expresso de Amarante e Tâmegasousa.pt, o presidente da direção, Raimundo Carvalho, explicou que, apesar da evolução do panorama social do país e da região desde os anos 50 e acelerada após o 25 de Abril, a obra deixada pelo ilustre cidadão ainda tem grande significado, nos dias de hoje.

A entidade é responsável, desde 1957, pela gestão de um bairro social naquela vila, com cerca de 30 fogos, e pelo Centro Cívico de Vila Meã, nomeadamente do Cineteatro Raimundo Magalhães.

Raimundo Carvalho salientou a importância daqueles equipamentos para o tecido social e cultural de Vila Meã, recordando que o edifício do centro cívico “nunca fechou as portas a ninguém”.

“Na maioria de casos, nunca cobramos dinheiro a uma instituição pelo usufruto do espaço”, acrescentou.

Ainda sobre aquele espaço, o dirigente associativo recorda que o edifício serviu para os primeiros passos de muitas iniciativas e instituições locais.

Por outro lado, salienta a cooperação com o município, nomeadamente na gestão do bairro e em questões de natureza social, nomeadamente através do Gabinete de Inserção Social.

Recorda, também, que a associação concede bolsas de estudo a alunos do território, que se destaquem no ensino superior.

“Hoje não será uma atividade tão relevante, mas nos anos 60, 70, era muito importante. Algumas das pessoas licenciadas reconhecem essa importância, chegam a fazer parte dos órgãos sociais para dar continuidade ao projeto”, referiu.

Sobre a importância desta missão social em pleno século XXI, Raimundo Carvalho salientou haver argumentos para a existência de uma associação de beneficência, explicando que continua a existir “muita miséria encapotada”.

Nesta entrevista, conclui recordando a atividade do Cineteatro Raimundo Magalhães, nomeadamente as sessões de cinema, entretanto suspensas pela covid-19, e salientando que todos os pósteres de programação ali realizada ao longo dos anos estão devidamente documentados e preservados.

 

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