O Vila Meã venceu o dérbi concelhio, frente ao Amarante, a contar para a 1.ª eliminatória da Taça de Portugal. No entanto, o jogo ficou decidido apenas nas grandes penalidades, após um empate 2-2 no tempo regulamentar e 3-3 no prolongamento.
Não faltou emoção e golos ao duelo entre rubronegros e alvinegros, que não se realizava há já dez anos. O Vila Meã entrou no encontro praticamente em vantagem, com um golo de Tiago Carneiro, logo aos 2′.
No entanto, a formação comandada por Pedro Reis não acusou o golpe, tendo restabelecido a igualdade por Miguel Silva (21′) e assumido a frente do marcador, por Guima (60′). Já perto do final do tempo regulamentar, aos 82′, Rabiola voltou a empatar, na conversão de um castigo máximo, e levou o jogo para prolongamento.
No tempo extra, Pedro Nuno voltou a colocar o Vila Meã em vantagem (100′), enquanto Miguel Pinto fez o 3-3 (115′). Na decisão das grandes penalidades, a equipa orientada por Calica Moreira garantiu a passagem à segunda ronda da Taça.
O técnico vilameanense considerou que “foi um excelente jogo, um grande dérbi, bem disputado, com as duas equipas a tentar ganhar”.
“Foi um jogo muito equilibrado. Nos penáltis a vitória caiu para nós, fomos felizes, mas também acho que fizemos por isso. Acho que entramos melhor no jogo. Nos primeiros vinte minutos, até ao golo do empate, podíamos ter feito mais dois ou três golos. Depois, o Amarante reagiu bem e criou-nos algumas dificuldades. Na segunda parte, as oportunidades foram repartidas e no final, nos penáltis, fomos felizes”, analisou.
Calica Moreira revela que o objetivo do Amarante na Taça “é chegar o mais longe possível e depois ter a felicidade de defrontar um dos três grandes em casa”.
“Seria um prémio para o clube, para a sua massa associativa e para a direção que muito trabalha. Acho que merecem e, por isso, tudo vamos fazer para ir o mais longe possível”, garantiu.
Pedro Reis, treinador do Amarante, lamentou a eliminação na Taça e apontou erros ao trabalho da equipa de arbitragem.
“Quando se perde em penáltis pode-se falar em sorte, mas também faltou talento para fazer golos e para os defender. Foi um jogo que dominamos, fomos muito melhores do que o Vila Meã, mas quis o destino que fosse o adversário a passar”, começou por dizer.
“Não costumo falar de arbitragens, mas hoje foi uma vergonha. Estamos revoltados. O golo que dá o 2-2 é um penálti muito duvidoso. Hoje a vitória foi do árbitro”, acrescentou.
Para além do Vila Meã, também Felgueiras, Paredes e Cinfães garantiram a passagem à segunda eliminatória da Taça, que já contará com a presença de equipas das II Liga.
O emblema azul grená recebeu e bateu o Câmara de Lobos, por 3-0. O conjunto paredense triunfou em Pedroso, por 2-0. Os cinfanenses ganharam no terreno do Moimenta da Beira, por 3-2.